Seremos jornalistas de verdade

Por Cecília Corrêa
Eu, como estudante de jornalismo, estou me sentindo inferiorizada. Decidiram que agora para ser jornalista não é necessário o diploma. Um verdadeiro absurdo!!!
Jornalismo é uma profissão como qualquer outra e exige métodos e técnicas para o seu bom exercício. Aprendi nesses três anos de faculdade que para ser um bom jornalista não basta apenas saber escrever, é preciso aprender apurar uma informação, saber as técnicas de redação e edição de impressos e TV, estar sempre atento ao interesse e opinião pública e principalmente saber levar uma conduta ética e ter valores morais.
Esse blog hospeda um programa de WebTV e pra realizarmos tal programa foi preciso por em prática tudo o que aprendemos até agora. Não foi fácil.
O que me tranquiliza é saber que eu sempre serei muito melhor do que qualquer pessoa que tente ser jornalista sem o conhecimento universitário, pois eu não entrei na faculdade a toa. Não falo isso só por mim e também pelos meus amigos da equipe Entretelas que serão jornalistas de verdade, formados!

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=91159985 RJ - Dados confirmados Concentração: ABI Horário: 10h Data: 22/06/09 Usar Traje preto, levar um canudo simulando diploma, cartazes. O movimento vai andar da ABI até o Palácio Tiradentes. Equipe Entre[Telas]

Por Henrique Coelho
Ontem, dia 17 de junho de 2009, foi votada a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer a profissão. Em uma decisão histórica, questionável e(infelizmente) comemorada por muitos, o Supremo Tribunal Federal votou, por 8 votos a 1, pelo fim da obrigatoriedade desse diploma.
A pergunta que fica, parafraseando o comentário de Isabela Marinho sobre o texto de Thaty Moura, é essa: E AGORA?
Os donos de jornal estão com certeza celebrando, pois o teto salarial irá diminuir muito, e eles poderão gastar mais dinheiro com suas viagens e excentricidades. Muitos dizem que será uma maneira de aumentar o nível dos jornalistas formados nas faculdades. Ora,e não haveria outra maneira de fazê-lo sem descaracterizar uma classe profissional inteira, que há quarenta anos vinha conseguindo importantes vitórias para conseguir se desenvolver no país?
Faltou felicidade nas declarações de Gilmar Mendes, Ministro do Supremo, e também coerência na condução disso tudo. Uma pena que esse seja o rumo que o país está tomando.Realmente uma pena.
O texto é pequeno, mas a indignação não tem tamanho...

Equipe Entre[Telas]
Por Anna Barros
Essa decisão foi um absurdo porque desvaloriza a profissão de jornalista. Você pode ensinar a prática a alguém que não estude mas o discernimento, o senso crítico apurado, o estofo teórico, você aprende na faculdade de Jornalismo.
É uma profissão do mesmo calibre de médico, advogado e engenheiro pois o jornalista se compromete a informar o leitor, o espectador, o ouvinte da melhor forma e um erro pode comprometer a vida de muitas pessoas. Se tivéssemos um Conselho Regional de Jornalismo, isso não teria acontecido.
Vocês acham que a OAB deixaria alguém que estudasse o Código Penal um ano e soubesse todas as leis, sem cursar Direito, ser advogado? Assim, depois da decisão dos ministros do STF, todos querem ser advogados. E o ministro Gilmar Mendes ao comparar jornalista com chef de cozinha que não necessita de curso de Gastronomia, segundo ele, para saber cozinhar, nos fez rir tamanha afirmação patética e ridícula, com todo o respeito.
Precisamos nos mobilizar já para protestar contra essa decisão que favorece os donos de empresa de comunicação, de jornais, de rádios, pois ao desmerecer o diploma, manipulam a informação ao seu bel prazer e os poderosos não tem a verdade exposta na mídia que os desmascare perante a população.

Equipe Entre[Telas]

Por Thaty Moura
Nesta última quarta-feira (17/6) um retrocesso nacional aconteceu no Supremo Tribunal Federal. Por oito votos a UM o diploma para exercer a profissão de jornalista não será mais exigido, como tanto pleitearam o Sindicato de Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo e o Ministério Público Federal, desde 2006.
Faço minha as palavras do ÚNICO ministro sensato a votar pela obrigatoriedade do diploma, Marco Aurélio de Mello: “Penso que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize sua atividade profissional, que repercute na vida do cidadão em geral”.
É exatamente isso que fazemos, os verdadeiros jornalistas, diplomados, aprendem que seu papel é o de mediador social, que devemos dar aos cidadãos informações que os possibilitem se auto-governar, exigir do Estado seus direitos.
Não é uma profissão simples que qualquer um que seja alfabetizado possa exercer. Transmitir informação é uma das funções mais importantes, se não a mais importante MESMO, dentro de uma sociedade. Há que se ter embasamento teórico para diferenciar os formatos de textos para seus meios e adequar a linguagem ao público alvo.
Por isso, reafirmo, É UM RETROCESSO na história do Brasil.
E eu, enquanto estudante de Jornalismo e futura jornalista acho absurda e ignorante essa decisão.
Que exijam novamente o diploma para exercer a profissão de jornalista, JÁ!

Equipe Entre[Telas]
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